Axel Krygier é um artista extraordinário, um gênio do som híbrido de América do Sul animado pela necessidade de surpreender, de desviar e de afastar-se das categorias musicais existentes. ¿Como descrever o som de Axel Krygier? A primeira comparação que nos vem à mente é o artista brasileiro Tom Zé. Recorda também ao compositor francês Serge Gainsbourg. Um espírito irônico e um enfoque lúdico da composição que dá luz a uns óvnis sonoros indescritíveis. Cruzes de estilos inesperados e uma irrisão subjacente tecida a base de ponta de jazz, de migalhas de pop, de ressaibos de cumbia e de música folclórica argentina, molhados numa chávena de música eletrônica.
Este multinstrumentista fora do comum, nascido em Buenos Aires, começou suas experimentações sonoras em sua habitação de adolescente com a ajuda de um multipistas e de uma imaginação já desbordante. "Échale Semilla”, seu primeiro álbum sacado em 1999, marcou a cena musical argentina da época e abriu novas perspectivas numa paisagem musical dominado pelo pop-rock e as músicas de influência anglosaxona. Axel Krygier se exília voluntariamente a Barcelona para perseguir suas aventuras musicais. Compromete-se em numerosos projetos musicais e conquista a cena européia apresentando-se nos maiores festivais. Seu trabalho de compositor de bandas sonoras para cinema e as artes cênicas, que ocupa uma parte importante de sua obra, foi editado no 2003 com a estréia da música da obra de teatro "Secreto y Malibu".
A sua volta à Argentina, em 2004, publica ao clássico "Zorzal" com o selo "Los Años Luz Discos" e associa-se com o coletivo Zizek, que trabalha na fusão das músicas folclóricas latino-americanas com as músicas eletrônicas experimentais. A saída de "Pesebre", seu quarto álbum, neste mês em Europa baixo o selo Crammed, marca uma nova etapa para Axel Krygier que pretende permanecer com mais freqüência em Paris e criar lá um grupo para sair de novo à conquista dos palcos europeus.




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